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Leonardo Miggiorin fala sobre autoaceitação e como encerra 2023: ‘Sinto amor-próprio’

Publicada em 07/01/24 às 11:19h - 365 visualizações

por AÇAÍ VIP


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 (Foto: AÇAÍ VIP)


Leonardo Miggiorin fala sobre autoaceitação e como encerra 2023: ‘Sinto amor-próprio’.

Ator, em cartaz em 'The Boys in the Band', falou ao GAY BLOG BR sobre a repercussão de imagens ao lado de seu namorado e o sucesso do espetáculo

Aos 41 anos, Leo Miggiorin chega ao fim de 2023 com um sentimento de muita plenitude. Agora, em dezembro, o ator mineiro de Barbacena termina a primeira parte de apresentações de “The Boys in the Band“, espetáculo teatral que recria um encontro de amigos gays no fim da década de 1960 em Nova York. Conhecido por dezenas de trabalhos na TV, o artista foi um dos nomes mais comentados do ano na comunidade LGBTQIA+ após ter divulgado fotos com o namorado. Novidade para alguns, mas que foi o suficiente para algumas chamadas na mídia terem exagerado e distorcido a situação.

Em entrevista ao GAY BLOG BR, Miggiorin fala mais sobre Donald, seu personagem na montagem adaptação da peça norte-americana homônima, e como lida com o stalking no mundo gay: 
O que te atraiu em fazer parte de ‘The boys in the Band’?

Debater a masculinidade em cena. Tratar da sexualidade masculina com nove perfis diferentes no palco, entender e levar ao público algumas das relações e emoções dentro do universo LGBT+. Tratar as angústias, os preconceitos, tratar o que precisa ser tratado. O teatro oferece espaço para os temas que não são debatidos em família ou em sociedade. Ele expõe as nossas dificuldades. Isso nos obriga a tratar do assunto. Levem seus pais, amigos, parentes ao Teatro! Peguem pela mão, peguem no colo e levem ao Teatro.

Qual ponto de ‘The Boys in the band’ te chamou mais a atenção, no texto em si? O que pode ser trazido para os dias de hoje, na sua visão?

Eu penso que a questão da ansiedade entre os gays é um fator imprescindível para ser debatido com urgência. A saúde mental de algumas pessoas e como estão perdidas, solitárias, ansiosas, sem perspectiva de vida. As relações acabam se tornando fonte de angústia, e não o contrário. O homem na contemporaneidade, seja gay, hétero ou qualquer outra definição, precisa se compreender mais e encontrar valores mais humanos para, então, vivenciá-los no dia a dia. E isso se faz com diálogo, debate em sociedade, em família. Mas, é fato, a comunidade LGBT+ sofre discriminação no trabalho, na família, nas ruas, na política, na universidade. Precisamos evoluir ainda mais neste aspecto. Parar de achar que gay tem que ser engraçado ou tem que ser discreto. Cada um pode ter seu jeito, desde que isso não prejudique outras pessoas. Há temas urgentes, como, por exemplo: vida em família, formação e educação, proteção, saúde mental, acolhimento, droga adição. São temas importantes para todos, não apenas para os gays. Na verdade, acho que a função do teatro, e desta peça em questão, é trazer esses temas à tona para que toda a sociedade possa participar, pensar, refletir e melhorar suas relações, mudar alguns paradigmas. Repito: levem seus parentes ao teatro. Seus pais, seus amigos, seus alunos.

Com mais de um mês em cartaz [peça estreou em 31 de outubro], como está vendo a aceitação do público e o que te surpreendeu?

O público está lotando o teatro. Temos aplausos em cena aberta em todas as sessões. O público se identifica não apenas com a questão da sexualidade, mas com o empoderamento de qualquer pessoa que queira ser autêntica. E os personagens são muito reais. Trata de um tema muito atual. Ser como se é, do seu próprio jeito. É uma peça que fala sobre se permitir ser autêntico e enfrentar os desafios que isso provoca.

Leonardo Miggiorin - Reprodução/Instagram

Como lida com o assédio do público gay em seu perfil? Como lida com nudes, por exemplo?

Tenho sempre um retorno muito carinhoso do público em geral. Às vezes rola uma abordagem mais afrontosa, mas isso faz parte. Nunca me senti desrespeitado com isso. Mas, explico que ali (nas minhas redes sociais) não é o lugar ideal para certos assuntos. Tem hora e lugar pra tudo, né? (risos).


Recentemente, você causou repercussão por ter se declarado gay ao divulgar fotos com seu namorado. Como se sente hoje, após o turbilhão de publicações e algumas distorções provocadas pela mídia?

Sinto amor-próprio! Uma sensação de liberdade profunda. Não preciso mais fugir deste assunto e isso muda tudo para mim. Tenho muito orgulho da pessoa que me tornei e não poderia deixar minha sexualidade abafada por medo do preconceito. Eu me sentia fragmentado. Não me permitia ser espontâneo nos ambientes outcome as pessoas. Perdi a chance de criar amizades por conta desse medo. Hoje em dia, poder falar sobre isso com naturalidade me torna alguém ainda mais autêntico e dono da minha verdade. O preconceito também estava em mim. Eu me punia por ser diferente… Eu não me sentia merecedor de certos cargos, de certos papéis, eu já me senti muito angustiado com tudo isso. Muito mesmo! A ponto de me rejeitar, de me considerar alguém ruim, de pensar em abandonar a carreira pública, me sentia alguém que não deu certo: muito triste viver assim. É algo que ninguém vê, ninguém enxerga. Você precisa aceitar que não está bem, que não está saudável e você mesmo precisa modificar isso. Foi a forma que encontrei para me salvar dessa prisão, desta sensação de fracasso, mesmo com uma carreira cheia de vitórias. Eu me sentia um mentiroso, uma pessoa escondendo algo dos outros, me afastei das pessoas por isso. Hoje sou diferente. Sinto firmeza nas minhas escolhas. Sinto amor-próprio! A mudança foi minha, comigo mesmo, internamente. Precisamos aceitar quem somos, entender nossa verdade e revelar ao mundo aquilo que nos faz sentir bem.

Tem vontade de fazer mais projetos com a bandeira LGBTQIA+? Há algo previsto?

Com certeza! São muitos os temas, a luta continua, temos que vencer barreiras e preconceitos tolos, antigos, que ainda definem o destino de muita gente. Estamos falando sobre cidadania, sobre Justiça, sobre amor ao próximo. Até Jesus Cristo falava nisso, deixou uma noção tão profunda sobre o que é o Amor, mas, ainda não aprendemos completamente.

Leonardo Miggiorin - Reprodução/Instagram



































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