‘Novinho da ZL’ revela desafios e triunfos no mundo do conteúdo adulto – Reprodução Bruno não esconde as dificuldades enfrentadas inicialmente. “Havia uma pressão constante para me moldar de acordo com o que é ‘aceitável’ ou ‘esperado’ de um homem no meu contexto”, ele explicou. Mas sua determinação em permanecer autêntico o levou a criar conteúdos que refletem sua verdadeira identidade, incluindo assumir um papel passivo em suas interações sexuais, algo que frequentemente é mal interpretado ou julgado negativamente em sua comunidade.
“Muitos pensam que o cara da quebrada não pode ser passivo no sexo, e eu tento quebrar esse pensamento. Por que eu, cheio de marra, tenho que ser só ativo? Curiosamente, os meus vídeos sendo passivo são os que mais bombam porque mexem com o imaginário de quem assiste”, relatou. O caminho para o sucesso, no entanto, não foi isento de obstáculos. Bruno relata as dificuldades enfrentadas com a rejeição de sua família: “A minha família é muito conservadora, cristã, e foi difícil. Aconteceu uma vez de mostrarem um dos vídeos para o meu pai, e ele quase teve um infarto. Ficamos sem falar por um tempo. Hoje, está mais tranquilo, mas não tocamos nesse assunto”.
Além de abordar temas como identidade e aceitação, Bruno também destaca a importância da saúde e do consentimento em seu trabalho. “Se a pessoa preferir gravar de camisinha, tudo bem, perfeito. Mesmo eu tomando Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), eu prefiro com preservativo se a pessoa se sentir bem. Não é uma coisa jogada. Por trás, tem todo esse cuidado”, ele enfatizou. Bruno também tenta desconstruir o mito da hipersexualização no seu segmento: “É engraçado que as pessoas acham que transamos sem parar. Não somos uma máquina de sexo. No começo, eu cheguei a gravar cinco vezes por semana. Hoje, eu fico até um mês sem produzir”, assinou Bruno, mostrando que a realidade do conteúdo adulto é mais complexa e variada do que muitos imaginam. Atualmente, Bruno está ativo em mais duas plataformas de entretenimento adulto, ampliando sua influência e demonstrando a diversidade da expressão sexual. “Quero que as pessoas vejam que ser você mesmo é o mais importante, independentemente de onde você vem ou como se identifica sexualmente”, afirmou.