INTERPOL LOCALIZA BOLSONARISTA FORAGIDOS NO PERU ENTRE ELES, O POLÊMICO " GAY FO BOLSONARO.
A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) enviou um comunicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) informando que quatro bolsonaristas investigados e condenados pelos atos golpistas no Brasil foram localizados no Peru. Os extremistas de direita são considerados foragidos pela Justiça brasileira e estão na mira da Polícia Federal (PF), que suspeita que o grupo tenha passado pela Argentina antes de seguir para o país andino. Segundo a PF, outros 60 brasileiros também estariam foragidos na região.
Entre os localizados está Romario Garcia Rodrigues, conhecido como o “Gay do Bolsonaro”. Cearense, Rodrigues ganhou notoriedade nas redes sociais por se autodeclarar “o primeiro gay nordestino a tomar café da manhã com Jair Bolsonaro” e por ser um dos líderes dos acampamentos onde o levante golpista do dia 8 de janeiro de 2023 foi planejado. Ele foi preso em 2023 e passou dois meses na cadeia, mas rompeu a tornozeleira eletrônica após ser solto por ordem do ministro Alexandre de Moraes. Agora, a Justiça brasileira emitiu um pedido de extradição específico contra ele, após informações de que estaria planejando fugir para os Estados Unidos.
O comunicado enviado pela Interpol ao STF destaca que as autoridades peruanas confirmaram a entrada dos foragidos no país no dia 5 de dezembro de 2024. Além de Romario Garcia Rodrigues, integram o grupo Antonio Alves Pinheiro Junior, de São Paulo, e Edilaine da Silva Santos, de Birigui, ambos réus por associação criminosa, golpe de Estado e incitação ao crime. Rosana Maciel Gomes, a quarta integrante, foi condenada a 13 anos e seis meses de prisão pelos mesmos crimes. A PF também investiga a rota dos foragidos, que teriam passado pela Colômbia antes de chegar ao Peru.
Com a localização dos golpistas, o STF, em parceria com o Ministério da Justiça e o governo peruano, iniciará o processo de extradição. A Polícia Federal segue monitorando os movimentos do grupo, após o “Gay do Bolsonaro” ter feito publicações nas redes sociais pedindo dinheiro aos seguidores – conteúdo apagado na sequência.