O caso está sendo investigado pelo 37º Distrito Policial, sob o comando do delegado José Rubens Silva, que já instaurou inquérito e busca prender os envolvidos – acredita-se que eles tenham fugido para Pernambuco. A vítima foi socorrida em um posto de saúde e depois transferida para a Unidade de Emergência de Arapiraca, onde passou por intervenção cirúrgica devido à gravidade das lesões. A brutalidade do crime levantou questionamentos sobre uma possível motivação LGBTfóbica, já que a agressão ocorreu após a recusa da vítima em manter relações sexuais com os suspeitos.
Diante das circunstâncias, a Coordenadoria de Direitos Humanos do Tribunal de Justiça de Alagoas (CDH) oficiou a 37ª Delegacia para que seja apurado se o ataque configura um crime de ódio, enquadrável na Lei do Racismo (7.716/89), após o STF equiparar a LGBTfobia a crimes raciais. O pedido reforça a necessidade de investigar não apenas o estupro, mas também o contexto de possível intolerância por trás da violência. “É essencial que o sistema de justiça identifique se houve preconceito na motivação do crime, pois isso impacta diretamente na tipificação penal e na dosagem da pena”, destacou um representante da CDH.
O caso escancara, mais uma vez, a violência cotidiana enfrentada pela comunidade LGBTQIAPN+, especialmente em contextos de vulnerabilidade social. A crueldade do ataque – somada às ameaças pós-crime – revela um cenário de impunidade que precisa ser combatido com rigor. Enquanto a polícia trabalha para capturar os agressores, cobramos justiça e proteção para vítimas de crimes LGBTfóbicos. #JustiçaParaTodos